BRASILEIRO DE ENDURO FIM

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Crédito: Fred Mancini

Entrevisa com Maurício Brandão

  • Em 2011 você assumiu a Diretoria de Enduro da CBM, em 2012 fizemos uma entrevista para Revista Pro Moto, de lá para cá, muita coisa aconteceu! Vamos das uma atualizada, afinal você já esta a 8 anos a frente da modalidade.

Realmente “Jeca”, muita, mas muita mesmo! Tudo evolui, na época era revista, hoje é DIGITAL! Vocês também evoluíram muito! Acredito que de acordo com aquela entrevista, me mantive fiel aos meus princípios e objetivos. Hoje, muitos daqueles sonhos foram concretizados, alguns amadureceram e outros evoluíram, mas o grande fato e que o Enduro no Brasil, hoje, esta em outro patamar. Mas o legal, não perdi a chama da paixão pelo motociclismo em nenhum momento, nem durante os acontecimentos mais difíceis e frustrantes. Neste período vivi varias experiências, conheci e me associei a muitas pessoas em vários cantos do Brasil e no Mundo. Atualmente o Enduro “é coisa seria”, evoluímos bastante, pilotos e equipes acreditam na solidez do campeonato. Atrevo-me a dizer que temos um dos campeonatos mais promissores do mundo.

 

  • Mauricio, conte-nos um pouco da sua iniciação no mundo do motociclismo, da sua historia nas competições e como você chegou a Enduro FIM?

Ando de moto desde criança, meus pais sempre confiaram, aos 12 anos, eu e meus irmãos andávamos em uma mobilete por toda a cidade, na época isto era possível, minha cidade era pequena e o transito permitia, hoje isto seria impossível. Aos 15, influenciado e apoiado por um tio, o “Thibum” já tínhamos uma 125, daí para o off-road foi uma transição natural, após terminar a faculdade o primeiro passo foi trocar uma Yamaha RD 350 por uma moto de trilha, na época uma Honda XLX 350, e já iniciar nas provas de Regularidade, isto em 1990 (nossa, passou muito rápido!). Hoje uso motocicleta para tudo, tenho 6 motos... para me divertir, nas trilhas, nas viagens e no dia a dia.

Sempre acompanhei as provas internacionais de Enduro, no Brasil “Enduro FIM”, por seguir as regulamentações da Federação Internacional de Motociclismo, portanto ENDURO, no mundo todo. Em 94, 95 tivemos no Brasil um pré-mundial e depois uma etapa do Mundial de Enduro em BH, acompanhei de perto, como fã. Depois já envolvido com a FMEMG e a CBM em provas do Brasileiro de Regularidade foi convidado a trabalhar como colaborador no ISDE 2003, realizado em Fortaleza, CE, ai foi “fatal”, me envolvi plenamente, aprendi muito, em 2004 já estava organizando a abertura do Brasileiro de Enduro aqui em Patrocínio MG. Na época com o apoio técnico da CBM, do Rogério Leite, do Ary Badona e sua turma, na época referencia na modalidade. Realizamos uma prova de Enduro, de verdade acredito que um divisor de águas no Enduro Brasileiro.

 

  • Lembro-me bem, em 2003 acompanhei o Campeonato Brasileiro de Regularidade, fazendo a cobertura para o Jornal Jeca Jóia, fizemos varias viagens juntos. Por ter sido piloto de Regularidade você se especializou a outra modalidade!!! Conte-nos como e quando você assumiu a modalidade e passou a gerir o Campeonato Brasileiro de Enduro

Pô Jeca era Jornal, “pré-histórico”, voltamos no tempo mais ainda!!! Kkkkkk. Não coloque mais idade em mim, estou jovem!

Sim, participo de provas de Regularidade, desde 1991, aqui na região da então Copa Triangulo (bons e saudosos tempos), a partir de 2002 das provas de Enduro também. Em 2011 em uma transição na CBM fui convidado, na época pelo ex Diretor de Enduro, o Assis Aquino, do RN, que naquela turbulência na CBM, era o vice-presidente e assumiu a presidência entidade interinamente, eu o substituí como diretor na modalidade Enduro. Após eleições na entidade, e restabelecimento da ordem legal, o presidente recém eleito, o Firmo Alves, reconhecendo o bom trabalho me manteve como Diretor de Enduro, função que desempenho até hoje. Atualmente temos uma comissão, onde debatemos e buscamos melhores soluções para a modalidade, bem como consegui montar e manter unido um seleto grupo de organizadores locais que também são apaixonados pela modalidade.

 

  • Você foi presidente da Federação Mineira de Motociclismo (2013 a 2016) e Diretor de modalidade na CBM. Como você enxerga a gestão do esporte no Brasil e o que as entidades tem feito em prol do crescimento do mundo das rodas?

Acredito que minha experiência como piloto e relacionamentos que construi durante estes anos foram muito importantes, ainda participo de algumas competições, não com a intensidade que gostaria, pois as funções de, na época, Presidente da FMEMG e atualmente Diretor, do Campeonato Brasileiro, Campeonato Mineiro e também da Copa Cerrado absorvem um bom tempo, me cobro muito, acompanho tudo de perto para que tudo funcione dentro do proposto. Este ano participei da etapa do Brasileiro de Regularidade em Lavras MG, do Enduro da Independência (pela 18ª vez) e do 6 Horas em Araguari, uma prova de Cross Country, é lógico que com o único objetivo de me divertir!

Tenho convicção que o esporte, seja ele qual for, deve ser gerido tecnicamente por pessoas que entendam do esporte especifico, reitero, seja ele qual for. Assim pode funcionar melhor, pois certamente as necessidades técnicas, especificas da modalidade e dos atletas serão melhor identificadas e atendidas.

Modalidade nenhuma em esporte algum funciona sem apoio, atualmente tenho notado que tanto os órgãos governamentais públicos quanto o mercado do nosso segmento tem percebido isto, no sentido de apoiar organizadores e promotores sérios e comprometidos com a continuidade e evolução de cada modalidade. Vejo muitas federações estaduais e a própria CBM se dedicando em supervisionar as provas, e deixar as tarefas de organizar e promover as competições para os Motoclubes, Associações ou mesmo Promotores a tarefa de executar as tarefas locais, afinal estas pessoas “locais” tem melhores condições de executar as funções particulares de cada evento. Ou seja, o evento de ser promovido por um “Clube Local” e supervisionado por uma Federação Estadual e/ou Confederação, se for o caso.

 

  • A que você atribui o crescimento do Enduro neste período?

Sem duvida nenhuma o comprometimento, seriedade, transparência e, porque não, paixão que tratamos tudo (eu, comissão, promotores locais, pilotos e equipes), é claro que o surgimento e profissionalização das equipes o engajamento de patrocinadores são fatores importantes, mas isto certamente não aconteceria se a modalidade não estivesse consolidada na base da realização das provas.

 

  • Você tem números relativos a este crescimento?

Não temos uma estatística oficial, mas em 1999 ate 2003 a CBM fez um trabalho bem feito para levar o time Brasil para o Six Days, pré-requisito para sediar a prova no país em 2003, isto deu uma alavancada na modalidade. Tínhamos 10 a 12 pilotos lutando por estas cobiçadas vagas. Após o épico Six Days Brasil, em Fortaleza, CE, este trabalho foi descontinuado. Mas ficou o legado, os “apaixonados” deram continuidade ao trabalho aqui no Brasil. Nesta época 10 a 15 pilotos seguiam todo o campeonato, mas a disputa sempre ficava polarizada entre 3 ou 4 pilotos. De lá para cá o crescimento em numero de participantes foi lento, mas consistente, este ano fechamos com mais de 50 pilotos seguindo todo o campeonato em 11 categorias. Em se tratando de Brasil, um país de dimensões continentais e um número expressivo.

 

  • Hoje o Campeonato Brasileiro de Enduro tem patrocinadores e parceiros em todas as etapas, equipes estruturadas e bem organizadas participando bem como a mídia dando à devida atenção a modalidade, o que você atribui estes fatos?

Credibilidade é a chave do sucesso. Juntos (Organizadores, promotores, pilotos e equipes) potencializamos a divulgação, e a modalidade cresce como um todo. O Enduro tem um formato que possibilita o publico acompanhar de perto os ídolos, temos de explorar ainda mais este potencial. Tenho certeza que este crescimento é irreversível, cada vez as grandes marcas devem estar presentes com mais intensidade. Intensidade que aumenta também a competitividade entre estas marcas, equipes e pilotos, pois todos querem vencer, afinal é competição.

 

  • Quais são os projetos que a CBM tem par trazer novos adeptos para o Enduro?

Hoje temos as categorias EA, para Amadores, e a EJ, para pilotos com menos de 23 anos, que são as portas de entrada, mas é pouco, temos de fazer um trabalho antes disto com os mais jovens. A categoria Feminina é interessante e tem boa visibilidade. No Brasil menores de idade não podem transitar por vias publicas, então temos de ter alternativas e respeitar a lei. Já para 2019 vamos implementar categorias “Kids” em 3 provas, na abertura, em uma prova no meio do campeonato e na final. Estas categorias usariam uma ou mais especiais da prova, onde não serão utilizadas vias publicas possibilitando garotada esta experiência. Com certeza daí nascerão os futuros ídolos do Enduro.

 

  • E o ISDE Chile 2018? Na França em 2017, o Brasil teve um resultado expressivo. Porque não levamos os dois times (Trophy e Junior) para uma prova tão importante como esta e num local relativamente perto?

Realmente imaginávamos que teríamos mais pilotos participando, dado a proximidade, teoricamente os custos destas participações seria acessível, acredito que o momento que o Brasil esta passando aliado as dificuldades burocráticas de transportar as motos, não em entrar e sair do Chile e do Brasil, mas de cruzar a Argentina desanimou e inviabilizou para muitos.

O time Trophy que representam o Pais, composto de 4 pilotos (Bruno Crivilin, Patrick Capila, Gustavo Pellin e Nicolas Rodrigues), participaram no Chile, 3 destes atletas tem menos de 23 anos, e optaram por participar na Trophy, assim não dispúnhamos de mais atletas em condições compor o time Junior. Quanto aos resultados, infelizmente, pela dureza da prova 2 de nosso pilotos tiveram contusões que os tiraram da prova então as possibilidade de figurarmos entre os TOP 10 entre os países ficou frustrada, mas, tenho de ressaltar que no Chile tivemos a participação de mais 9 pilotos, entre os Clubes, 3 Clubes brasileiro brilharam, com 3 pilotos cada, esta classe aberta para qualquer piloto, foram eles: Sacramento Brasil (Mauricio Rizon, Anderson Vieira e Willian Palandi), ASW Brasil Team (Guto Constantino, Diego Collet e Ronald Santi) e Brasil Hard Enduro (Pierluigi Clin, Manoel Simas e Jesus Suncito), 100% deles concluindo a prova superando todas as dificuldades. Tanto na Trophy, Junior como nos Clubes o desenvolvimento das provas aqui no Brasil foi fundamental para este sucesso. E o mais legal, o espírito de união do grupo, pois para viabilizar a logística dos apoios durante a desgastante e complexa prova o grupo trabalhou junto, assim pilotos, mecânicos, equipes e fãs de todas as marcas, adversários aqui no Brasil, se uniram sob a sombra da bandeira brasileira para atingirmos os objetivos de um Six Days.

 

  • Em 2019 será em Portugal, por ser um pais que fala a mesma língua será mais fácil?

Nunca será fácil!!! Em 2019 o ISDE será em Portugal, na região de Portimão, a base será no autódromo de Alvage, que vai oferecer uma excelente estrutura. Vamos continuar tentando, pois não é impossível. Temos alguns fatores a favor, alem da própria língua, mas os custos certamente são maiores do que no Chile. A Comissão de Enduro da CBM já esta se movimentando para tentar viabilizar um mínimo apoio para os Times, bem como estabelecer um processo, justo e técnico para seleção dos pilotos. Um desafio deste deve ter um planejamento bem antecipado. Hoje esta comissão (independente da Comissão de Enduro da CBM) é composta por mim, o Fernandinho Silvestre, o Aluisio “Telão” e o Shoji, da Sig Visual, um time de apaixonados por Six Days. Acredito que tanto os pilotos como as equipes também devem prever este evento em seus orçamentos.

 

  • Nas provas internacionais, sobre as quais estamos falando, Mundial e ISDE, os resultados são praticamente on-line, o que falta para mudar isso no Brasileiro de Enduro?

Sem divida, a necessidade de informações instantâneas hoje é vital. Hoje os resultados são on-line no final de cada especial, que foi uma grande evolução que a cronometragem usada no campeonato brasileiro foi pioneira em 2016. Outros sistemas usados no Brasil desenvolveram suas soluções para acompanhar esta necessidade. Temos uma preocupação em divulgar resultados oficiais corretos, daí o delay na divulgação. Acredito que em um futuro próximo teremos condições de divulgar resultados extra-oficialmente com muita agilidade. Tanto no Mundial como no ISDE o divulgado on-line também é extra-oficial. É claro que precisaremos de recursos técnicos adequados em todas as provas, e com investimentos relativamente modestos integrar o sistema, um bom parceiro (patrocinador) viria bem a calhar nesta necessidade, estou tratando nisto!

 

  • Em 2015 tivemos anunciado no calendário Mundial de Enduro uma prova no Brasil. Ai em Patrocino, MG, sua cidade. O que aconteceu? Esta possibilidade ainda é viável?

Esta etapa do Mundial é um capitulo a parte da minha vida pessoal! Um grande sonho! Em 2014/2015 o Brasil iniciou um grande processo de esclarecimentos e investigações, um momento peculiar e necessário, com certeza o país sairá fortalecido. Não foi possível naquele momento.

Há sim toda a possibilidade de realizarmos uma etapa do Mundial de Enduro aqui. Na época a FIM deu a data, que chegou ate a ser oficializada, posteriormente tivemos de cancelar. Com a recente eleição do Português Jorge Viegas para a presidência da FIM, acredito que possa ser mais um facilitador.

Analiso com mais calma, vejo que “abracei” um sonho, capacitei pessoas para ajudar na execução da prova, investi muito tempo e dinheiro, realmente entrei de cabeça nisto! Hoje mais maduro e com mais experiência, acredito ainda mais na realização desta etapa, mas preciso de mais apoio e parceiros para dividir mais as responsabilidades. Na época, quando tivemos de cancelar, junto com a CBM, deixamos todas as portas abertas. Nenhum prejuízo foi deixado para ninguém, então não perdemos a credibilidade. Aproveito para agradecer aqui, de publico, a “família ASW”, a única empresa a solidarizar comigo e com a CBM na quitação de todos os débitos e compromissos assumidos.

Sobe custos e viabilidade tenho de atualizar algumas contas, mas com certeza não mudou muito, acredito que tenha melhorado, dependendo da condição da cidade sede gira em torno de 350 mil euros.

 

  • Como você avalia a temporada que se encerrou. 2019 alguma novidade? O Calendário, quando será oficializado?

2018 foi muito positivo. Nunca tivemos tantos participantes e visibilidade no Enduro. Cumprimos 100% o calendário proposto. Com certeza um ano de sucesso.

Já venho durante todo a ano “costurando” o calendário e novas propostas. Logo após a etapa final, fizemos a reunião de planejamento do próximo ano. Nesta reunião a Comissão de Enduro da CBM, pilotos, equipes, patrocinadores, imprensa e pessoas interessadas colocam suas idéias, solicitações e possibilidades, um feed back geral. A partir delas traçamos metas e buscamos viabilizar. Para 2019 estão previstas 7 etapas, as cidades e datas estão na fase final de definição. O calendário será oficializado em breve, pois nesta época de Festas de Fim de Ano e férias, e difícil definir estas coisas.

No final do ano fiz mais de 20 visitas visando renovar parcerias e estabelecer novas, fui muito bem recebido, e fiquei impressionado com o grau de informação sobre o Enduro e a receptividade por onde passei isto é animador.

Em termos de novidades as mais significativas é a implementação de categorias infantis e a divisão da E4 em E4 Pro (para motos ate 28CV), que também será incorporada a Enduro GP e E4 230 (para motos ate 230cc refrigeradas a ar). Alguns ajustes estratégicos sempre serão feitos para dar mais segurança, transparência, mais divulgação e agilidade.

 

  • Neste planejamento que vocês fazem anualmente, nesta reunião de feed back, o que podemos esperar com relação a estrutura para receber as provas, bem como o envolvimento com a comunidade local.

Estas instruções são passadas a todos os organizadores locais. Buscar montar a prova em um formato mais moderno. Especiais diversificadas, seguras e desafiadoras. Conseguir deslocamentos de “enduro”. Melhorar a infra-estrutura no Padock. Facilitar o acesso do publico às especiais, aos locais de interesse e pontos estratégicos. Claro que a prioridade é a parte técnica e a segurança. O Enduro tem possibilidades únicas, ano após ano temos acompanhado o crescimento do publico acompanhando as provas. Nenhuma outra modalidade permite tanta proximidade e interação dos fãs com os ídolos durante a competição. Planos e possibilidades são muitos, mas temos disponibilizar recursos técnicos e financeiros para isto. Cada prova tem suas possibilidades, temos de usar o potencial de cada uma. Também é importante viabilizar ações promocionais envolvendo pilotos equipes e patrocinadores junto a comunidade local, isto tem de ser mais explorado, em 2018 tivemos ótimas experiências que devem ser implementadas em um maior numero de etapas.

 

  • Bom Mauricio, é sempre bom conversar com um apaixonado como você, deixo aqui a sua disposição o espaço da Pro Moto Dinâmica.

Agradecer é sempre oportuno, primeiro a você e sua família pela acolhida em sua casa, pelo macarrão, cervejas, boa cama e café da manha, um bom mineiro sempre reconhece isto! Coordeno o campeonato com muito amor e prazer junto com muitas pessoas comumente sem os devidos créditos. Mas tem uma pessoa especial, que me incentiva, me apóia e me tolera, incondicionalmente. Ela vê minha felicidade e realização no que faço a Dines Zamai, minha companheira, amiga, confidente e maior incentivadora. Sem ela com certeza não estaria na função. Toda equipe de comissários que me acompanha em todas as provas, e dividem comigo as longas viagens, o stress, o compromisso e responsabilidade na realização de todas as tarefas. Também a cada um dos promotores locais e suas respectivas equipes, que durante todos estes anos realizamos o campeonato, sem estes nada seria possível. De 2016 para cá aos patrocinadores, com certeza estes viabilizaram muitas evoluções importantes, em 2018: Rinaldi, Yamaha, ASW, Tech Ride, Edgers, MR Pro Braces, Jeri Aventure Ride, KTM Sacramento, O2BH Yamaha, Motorex e Sig Visual fazem parte desta formula de sucesso. Que venham mais parceiros.

Ultimamente tenho usado uma saudação “VIVA O ENDURO!” Que tem duplo sentido, “VIVA” de saudar, festejar ou em um sentido mais amplo, de VIVER, que associado ao primeiro sentido de viver festejando o que fazemos. Acredito que este é o verdadeiro espírito do Enduro em todo o mundo.

 

VIVA O ENDURO!

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Autor:Revista Pró Moto

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